O que são internações compulsórias

Com determinações legais a internação compulsória só é válida quando fica evidentemente comprovado que o dependente químico não pode ser tratado de outra maneira, já que não é capaz de cumprir com o tratamento voluntário e nem involuntário. Além do mais, ela também ocorre de modo judicial orientada pela rede de saúde.

O familiar do usuário pode requisitar esse tratamento de modo legal, a provar que mesmo com os recursos hospitalares convencionais, não apresentam soluções efetivas para o tratamento voluntariado. Deste modo, o paciente necessitará de uma série de recursos provenientes da área da saúde em conjunto com determinação legal para cumprir o tratamento que independe da família do paciente.

Quais as diferenças da internação compulsória com as demais?

  1. Tratamento voluntário

É o tratamento onde o paciente sabe da necessidade do tratamento e voluntariamente é conivente com a internação.

  1. Tratamento involuntário

Tratamento onde o paciente é internado contra a sua vontade mas com o apoio da família em uma unidade escolhida pela mesma

  1. Tratamento compulsório

No tratamento compulsório a família e nem o paciente escolhe a unidade e o tempo de tratamento, quem determina isso é um juiz da vara cível local.

Quem determina a internação compulsória e como é feita?

Antes de realizar esse tipo de tratamento é necessário pensar e repensar sobre o assunto. Porque esse tipo de internação ocorre mediante a ausência de um familiar que se responsabilize pelo dependente químico. Comprobatoriamente realizada através de laudos médicos que indiquem a ineficiência de outros recursos e métodos testados.

Com uma equipe composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e outros; a clínica que irá receber esse paciente deve ter o preparo e credenciada nos órgãos legais. E quem determinará o prazo estipulado e qual a unidade que o paciente será acolhido, é o juiz.

Porque esse tipo de internação ocorre?

Esse tipo de internação ocorre quando o paciente está mentalmente e fisicamente debilitado, ou preso em um ciclo de uso sem fim. Correndo risco de vida ou proporcionando risco para outras pessoas ao seu redor. Por mais doloroso que seja a internação compulsória, ela salva vidas da mesma maneira, já que permite prover cuidados ao dependente independente da vontade sua e de sua família.

Como fazer internação compulsória?

Depois do laudo médico sobre as condições físicas e psicológicas do paciente, análise do seu histórico é necessário que, seja atestado por meio médico, a necessidade de encaminhamento desse paciente para uma unidade com prioridade, já que o mesmo pode ser uma ameaça para si mesmo ou para sociedade em função da dependência.

Posteriormente, um juiz avaliará e direcionará o paciente, através de decisão judicial, para uma unidade que atenda os requisitos e cumpra todos os procedimentos de tratamento. Não é um procedimento fácil, mas é altamente eficaz quando se envolvem riscos.